Dúvidas comuns sobre licenciamento IBM

setembro 13, 2016

Quando se trata de licenciamento em geral, muitos problemas com a conformidade de software são o resultado de tratar da mesma forma todos os acordos de licenciamento independente do fabricante. Além disso, muitos gerentes de TI negligenciam as melhores práticas de Software Asset Management (SAM), resultando em problemas organizacionais graves quando se trata de gerenciar o licenciamento IBM e o seu processo de auditoria.

Então, qual é a dúvida mais comum sobre licenciamento IBM?

Do ponto de vista de um especialista em licenciamento IBM, uma das armadilhas mais comuns do licenciamento IBM é o entendimento de Licenciamento PVU Subcapacidade. Muitos clientes não estão cientes da necessidade de utilizar a IBM License Metric Tool (ILMT) quando fazem licenciamento em Subcapacidade, conforme o Contrato Passport Advantage dita.

O caso padrão é que os clientes precisam ter licenças Processor Value Unit (PVU) suficientes para todos os núcleos físicos ativos do servidor (Capacidade Total). Considerando que, em ambientes virtualizados, os clientes têm permissão para licenciar menos do que todos os núcleos físicos no servidor, de modo que são necessárias apenas as licenças PVUs para os núcleos virtuais que estão disponíveis para o programa IBM (Subcapacidade). É claro que existem certas exceções:

  1. Se a ILMT ainda não suporta o ambiente virtualizado elegíveis de um cliente.
  2. Se o cliente tiver menos de 1.000 empregados.

Nesses casos, os clientes também podem fazer relatórios manuais (que não é necessariamente mais fácil).

Além disso, os clientes muitas vezes lutam com Licenciamento por Usuário Autorizado (Authorized User), que é licenciado por usuário. Se utilizam contas técnicas (genéricas), eles precisam garantir que cada usuário que acesse a conta tem uma licença de usuário autorizado. Por outro lado, os clientes podem ter várias instalações porque, novamente, ele é licenciado por usuário e não por dispositivo. Mas, como as regras de licenciamento são aplicadas a nível do produto, os Acordos de Licença de Software e a Carta de Anúncio IBM fornecem informações oficiais sobre os direitos de uso específicos do produto.

Alguns de nossos clientes também têm dificuldades com o ambiente de teste e desenvolvimento IBM. Às vezes, hápart numbers especiais disponíveis para ambientes de teste, mas no caso de não haver, a SoftwareONE pode apoiar os clientes na obtenção de descontos especiais também.

Se não houver part numbers dedicados, os clientes precisam assinar o Attachment for IBM Software Non-Production Licenses. O propósito deste anexo é fornecer preços de incentivo aos clientes para certas licenças utilizadas apenas em um ambiente de teste e desenvolvimento.

Especialmente a partir de uma perspectiva SAM, é difícil diferenciar essas licenças das “normais” porque elas têm o mesmo part number. E por último mas não menos importante, o licenciamento Complete Enterprise Option (CEO) também é um desafio para os clientes da IBM. O licenciamento CEO dentro Passport Advantage permite o licenciamento de toda a empresa para um conjunto de produtos comumente utilizados, por exemplo, Lotus Communication Bundle consiste no IBM Domino Enterprise Server e as correspondentes licenças Enterprise Client Access Licenses (CAL).

Em comparação com o Contrato Passport Advantage, que afirma: “[…]o Cliente deve adquirir licenças para todos os usuários em sua empresa que foram atribuídos uma máquina capaz de acessar qualquer programa na Categoria de Produto CEO.”

Atraves deste modelo, os produtos podem ser implantados na empresa com licenciamento por usuário. Basicamente todos os usuários qualificados/funcionários da empresa precisam ser licenciados. Especialmente em termos de fusões ou aquisições, os clientes precisam ter o cuidado para ajustar o número de usuários CEO!

Por que IBM Software License Management é importante?

Há aproximadamente 18.800 part numbers diferentes disponíveis dentro do Catálogo de Preços do IBM Passport Advantage, cada um disponível em 9 níveis de preços diferentes. De uma perspectiva de Software Asset Management (SAM), este é um sério desafio uma vez que as regras de licenciamento são aplicáveis a nível do produto, dependendo da versão, release e fix pack. A IBM tem cerca de 270 diferentes métricas de licenciamento, e a métrica “Processor Value Unit (PVU)”, em particular o Licenciamento PVU SubCapacidade, é o mais desafiador.

A dinâmica de negócios da IBM ajuda a tornar mais complexo o seu licenciamento. A IBM adquiriu cerca de 130 empresas desde 2000, principalmente na área de software. Entre 5 e 100 cartas de anúncio, nos quais a IBM comunica inovações de produto ou mudanças de licenciamento, são publicadas a cada semana nos Estados Unidos, na já referida Carta de Anúncio IBM.

Em poucas palavras, a complexidade do licenciamento IBM, que vêm junto com preços extremamente elevados de software, resulta em significativos riscos de conformidade e financeiros. Infelizmente, quando utilizam de forma equivocada o licenciamento PVU em Subcapacidade, os clientes caem de volta no licenciamento PVU de Capacidade Total.

O que uma empresa pode ganhar ao focar seus esforços de SAM no Licenciamento IBM?

As empresas podem melhorar a transparência para assegurar a sua conformidade, obter economias, e minimizar o seu risco financeiro do negócio. Além disso, eles podem garantir que estão prontos para uma auditoria IBM e não precisa temer riscos financeiros desconhecidos.

É importante compreender a política de preços da IBM. Geralmente, a IBM está oferecendo aos clientes grandes descontos iniciais em projetos, mas com o tempo a IBM diminui estes descontos, a maioria dos clientes da IBM terão de enfrentar o aumento dos custos de manutenção ao longo de vários anos. Se não conformidade de licenciamento é descoberta como resultado de uma auditoria, a IBM cobra dos clientes o preço de lista do produto.

Eu conheci vários Gerentes de TI que enfrentam GAPs de licenciamento e custos inesperados, como resultado de uma auditoria IBM. Em um destes clientes, os custos para cobrir a diferença de licença foram ainda maiores do que o orçamento de TI para o próximo ano fiscal. Estas auditorias colocam uma pressão significativa sobre os Gerentes de TI, para relatar esses custos adicionais para a administração superior devido ao fato de não estarem contingenciados no orçamento. Em tais casos, uma prática efetiva SAM teria impedido esta drástica má gestão de ativos, ou na pior das hipóteses, ter preparado para ter uma justificativa de negócio.

Com um amplo portfólio de produtos, manter as melhores práticas na gestão de licenciamento IBM pode ser um desafio constante. Felizmente, temos a experiência para ajudar a guiá-lo ao longo deste caminho.

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Yuri Moreno Saboya

Autor

Yuri Moreno Saboya

Yuri tem mais de dez anos de experiência profissional, sendo os últimos cinco anos trabalhando com consultoria e riscos de TI (governança de TI, a conformidade de licença de software, auditoria de ativos de software) e atua como especialista em licenciamento IBM na SoftwareONE Brasil. Linkedin

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