Por que os CIOs e líderes de TI estão tão interessados em Business Intelligence?

dezembro 13, 2016

Há muito tempo, a Business Intelligence (BI) é implantada em organizações de todo o mundo. Uma nova geração de software de Business Intelligence, a BI de autoatendimento (ou self-service, como é mais conhecida), cresce centrada na visualização e na facilidade de uso para o usuário. Ela já tomou conta do mercado. Isto levou as análises para outras áreas dentro de uma empresa e liberou a TI da função de produzir relatórios e gerenciar sua distribuição.

Usando dados e insigths úteis, a BI de autoatendimento permite que os departamentos e colaboradores consigam tomar decisões que afetam a produtividade do negócio com rapidez, em vez de aguardar o veredito dos cientistas de dados e arquitetos do banco de dados.

Dados – uma commodity natural

Ao falar na conferência CES de 2016 em Las Vegas, o Ceo da IBM Gini Rometty disse que: “Os dados são uma commodity natural.” Os 2,5 quintilhões de bytes de dados produzidos todos os dias têm um valor exponencial para as organizações. É inimaginável sugerir que qualquer organização não procure insights e extraia valor dos dados produzidos internamente e em domínio público.

A Netflix inova com insights usando análise de dados

Empresas como a Netflix mudaram drasticamente o mercado. Embora seja comumente aceito que o aumento da largura de banda e das capacidades de streaming tenham contribuído de forma especial para que marcas conhecidas como Blockbuster saíssem do mercado, o crescimento da Neftlix é atribuído principalmente ao uso de dados e sua política de produzir e distribuir seus próprios conteúdos. O uso de dados nas decisões sobre qual conteúdo produzir para Netflix e Amazon, por exemplo, têm sido integral.  Sebastian Wernicke, em sua Ted Talk de junho de 2015, explica como a Netflix usou big data para entender que tipo de conteúdo os consumidores queriam.

Como os dados superaram a barreira do idioma

Mark Blyth, gerente de soluções regionais de uma empresa de gestão de propriedades sediada no Reino Unido, disse ao público em um evento sobre o IBM Watson promovido pela SoftwareONE em Manchester, que o Grupo Mears descobriu inúmeros insights usando o Watson Analytics da IBM, que não deve ser confundido com o Watson Platform da IBM, que conquistou o prêmio Jeopardy.

Um exemplo dado por Mark foi um insight sobre as visitas de engenheiros. O Grupo Mears descobriu que uma região do Reino Unido tinha um alto número de visitas não finalizadas em endereços residenciais. Quando o Grupo Mears executou um relatório com o Watson Analytics, combinando dados da prefeitura local com os do Mears, o Watson Analytics destacou que 77% dos residentes dos residentes deste local não tinham o inglês como seu primeiro idioma. O Grupo Mears então começou a enviar cartas sobre as visitas de engenheiros em diversos idiomas, o que reduziu o número de visitas não completadas de 47% para 4%, gerando uma economia significativa para o grupo em termos de tempo e custos. Um insight que talvez não fosse possível obter sem que os dados fossem analisados desta forma.

Como as análises “self-service” estão mudando a TI

Na pesquisa da Gartner de julho de 2016, Targeting New Buyers of IT, os analistas discutem como as decisões de compra de TI estão sendo feitas para impulsionar o negócio e não o desempenho da tecnologia. A mudança de paradigma é impulsionada pela disponibilidade de soluções SaaS com um baixo ou zero touch de departamentos de TI e pela necessidade do negócio de buscar vantagens competitivas através do uso inteligente de dados.

Em Coming to Terms with Business Unit IT to Prepare for Digital Business, a Gartner insiste que:

“O CIO e sua equipe de líderes de TI devem parar de ver a TI descentralizada como uma ameaça e reconhecer que esta perspectiva não ajuda as unidades do negócio a alavancar o poder das novas tecnologias digitais nem habilita a empresa a obter mais informações a partir desses esforços. Isso significa que as organizações de TI devem mudar de uma estratégia de controle para uma estratégia de influência em relação à TI e todas as coisas envolvendo tecnologia. Para muitos, isso significará a criação de uma estratégia de TI  para uma unidade de negócios holística que reconhece que as propostas de valor para diferentes tecnologias requerem tratamentos diferentes.

Uma mudança para gerar receita em vez de ser um centro de custo do negócio está se tornando o mantra dos principais CIOs e líderes de TI. .

A maioria dos dados que ajuda a fornecer insights, sobretudo aqueles sobre melhorias da experiência do cliente, não é estruturada; mas mais importante, os dados estão fora da organização. Sistemas de analytics com capacidades de linguagem natural provavelmente desempenharão um papel central no desenvolvimento desse tipo de estratégia.

Quais soluções devem ser consideradas?

Além de alguns líderes do setor, como a IBM, Oracle e SAP; provedores de código aberto como o Hadoop, e algumas empresas de médio porte, como Tableau, Qlik & Splunk atuam nesta área, dependendo de seus recursos, necessidades e experiência. Também há opções de custo acessível, como Power Bi da Microsoft (agora disponível como parte da assinatura do Office 365 E5) e o Watson Analytics da IBM, ambos com capacidades de linguagem natural. É claro, além das poderosas plataformas de nuvem da Microsoft e Amazon.

As capacidades de linguagem natural talvez sejam a chave para estas soluções serem tão fáceis de usar, pois os usuários podem fazer uma pergunta rotineira como:  “Qual é a minha melhor linha de venda nesta semana?”, e receber uma resposta em segundos sem ter que envolver a TI. Este tipo de recurso está revolucionando e transformando a área de BI em algo que todas as organizações podem e devem levar a sério.

Vamos conversar mais sobre as tendências do mercado de TI? Deixe seu comentário abaixo.

Flávio Palestino

Autor

Flávio Palestino

Em 2007, Flávio Palestino participou do começo da SoftwareONE no Brasil e atuou na área de gestão de negócios inicialmente como Business Development Manager, três anos depois alcançou a posição de Sales Director BR, sempre orientado para a excelência no atendimento aos clientes.Linkedin

Uma Resposta

  1. Renato Caillaux disse:

    Como democratizar o acesso à essas tecnologias?!

    A contratação delas é bem acessível. No entanto a grande maioria das empresas ainda precisa de um facilitador nessa implantação em suas operações. Uma espécie de integrador/consultor.

    Existe esse pôster no mercado?! A S1 é um deles?!

    Como precificar este trabalho, uma vez que os contratantes tem acesso direto ao custo da ferramenta no site da IBM, por exemplo, no caso do Analytics.

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