Licenciamento do Oracle Database para recuperação de desastres

março 7, 2017

Organizações de todos os tipos dependem do acesso imediato aos seus dados. Por esta razão, planos de recuperação de dados consistentes são essenciais para assegurar que informações críticas não sejam perdidas no caso de um desastre.

Enquanto que implementar este tipo de plano seja vital, também é importante que as organizações tenham aslicenças adequadas do software necessário para estes planos.

Quando se trata do Oracle Database, muitos clientes continuam confusos sobre o licenciamento necessário para suas instalações de recuperação de desastres. A confusão pode levar os clientes a efetuar um gasto desnecessário com a Oracle ou, por outro lado, pode levar a problemas de licenciamento que podem custar caro se a Oracle decidir fazer uma auditoria. Entender como realizar um licenciamento adequado da Oracle é um passo fundamental em seu plano de recuperação de desastres.

Licenciamento sempre!

Ao que se refere ao Oracle Database, um conceito importante a ser lembrado é que todos os processadores onde o banco de dados está instalado e/ou executado devem ser licenciados, não importando o objetivo da instalação. Da perspectiva de licenciamento, a Oracle não faz distinção entre produção, teste, desenvolvimento… ou recuperação de desastres. Quando os clientes mantêm cópias de bancos de dados primários em servidores em espera, esses servidores devem ser licenciados.

Do mesmo modo, os clientes que replicam os arquivos de dados, binários e executáveis do Oracle Database, de um dispositivo de armazenamento primário a um dispositivo remoto, os servidores conectados a esse dispositivo também devem ser licenciados.  De fato, se um servidor de recuperação de desastres estiver totalmente desligado (e o banco de dados não está sendo executado), o licenciamento do Oracle Database ainda é necessário enquanto ele estiver instalado.

A Oracle tem se mostrado inflexível sobre isso durante suas auditorias. O principal ponto a ser considerado é que a posição padrão da Oracle é que todas as instalações necessitam de licenciamento.

Exceções à regra

No entanto, a Oracle abre algumas exceções para cenários de recuperação de desastres muito específicos. Clientes que têm uma vaga ideia sobre essas exceções, mas não conhecem os detalhes, muitas vezes assumem erroneamente que elas são um passe livre para instalar o Oracle para DR. Entender essas exceções pode ajudar os clientes a evitar problemas de não conformidade que podem custar muito caro.

Failover

A Oracle usa o termo “failover” para descrever um cenário onde, em um cluster de servidores, um banco de dados em execução em um servidor primário pode ser transferido para um servidor secundário quando o servidor primário falha. A Oracle permite que o banco de dados seja executado no servidor secundário durante até 10 dias sem necessitar de um licenciamento adicional. O modelo failover só se aplica quando os servidores primário e de failover estão reunidos em um único cluster e compartilham um único array de discos ou dispositivo de armazenamento.

Além disso, para fazer parte desta exceção, apenas um servidor de failover do cluster é gratuito. Depois que o servidor primário é reparado, voltar para o servidor primário é obrigatório.

Finalmente, esta exceção de failover não se aplica aos ambientes VMware. Os clientes devem permanecer cientes destas restrições para avaliar adequadamente suas necessidades de licenciamento e posição de conformidade.

Teste

A Oracle permite aos clientes usar backups de fita ou disco para recriar o banco de dados para fins de teste.  Os clientes podem executar o banco de dados em um servidor não licenciado por até quatro vezes por ano, e cada teste não pode exceder dois dias de duração. Após a conclusão do teste, o banco de dados deve ser removido do servidor.  Caso contrário, a Oracle vai considerar o servidor como licenciável.

Uniformidade das métricas de licenciamento da Oracle

A Oracle requer que os clientes licenciem um servidor primário e seu servidor de recuperação de desastres com a mesma métrica isto é, Processor ou Named Used Plus. Além disso, o servidor de RD deve ser licenciado para as mesmas opções de banco de dados (tais como Partitioning) e pacotes (como Tuning Pack) como o servidor primário. Esta é outra área onde a Oracle se mostra inflexível e os clientes podem evitar futuras dores de cabeça fazendo o licenciamento apropriado.

Proteja seus dados e mantenha a conformidade

A Oracle é clara sobre sua posição em relação ao licenciamento de RD, e ela fornece aos clientes uma margem de manobra através das exceções envolvendo failover e testes. Mas muitas vezes são essas exceções que confundem os clientes, que tentam aplicá-las a uma arquitetura que não é compatível com elas. Saber o que requer ou não uma licença é essencial para alcançar e manter a conformidade com a Oracle.

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Equipe de Redação

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