Software Asset Management (SAM) – “O que os olhos não veem o budget não sente”​

abril 1, 2019

Tem sido cada vez mais comum no mundo corporativo a adoção da disciplina de SAM ou Gestão de Ativos de Software. Segundo o Gartner, apenas 4% das organizações não usam e não planejam usar ferramenta SAM.

Como nada foge do princípio de Pareto, cerca de 80% da busca por SAM acontece pela “dor”, seja ela causada por uma auditoria interna, auditoria externa, pressões pela falta de gestão e etc. Já 20% acontece pelo “amor”, por conhecer os benefícios que a gestão traz e junto com eles as grandes possibilidades de redução de custos através da economia e prevenção de gastos com software e otimização do ambiente. É justamente sobre esses “benefícios” que vamos falar neste artigo.

Ter visibilidade e gestão do ambiente realmente é um benefício? Descobrir que existe muito mais softwares instalados do que se possui de licenças soa bem? Para que tratar um assunto que nunca ninguém tratou quando tudo funcionando normalmente? Afinal, o que os olhos não veem o budget não sente, e o budget já é tão apertado que não precisa de mais um item na lista, não é mesmo?

De acordo com o Gartner, software continua sendo um dos maiores gastos dentro das categorias de tecnologia e representa 18% do budget, chegando a 38% com a adoção de nuvem. 

Independente da forma que o cliente inicia sua jornada em SAM, logo vai perceber que gerenciar ativos de software é mais complexo do que parece. O fato é que, em algum momento, seja pela “dor” ou pelo “amor”, será necessário fazer gestão dos ativos de software. Caso seja pela “dor” a possibilidade de estourar o budget, e inclusive consumir de outras áreas é grande. Então é mais prudente conhecer, ter visibilidade, traçar critérios e perfis e tomar ações com base em evidências do que se arriscar com o “não se mexe em time que está ganhando”.

SAM é muito mais do que ter visibilidade dos ativos de software, é saber se gasta mais do que é preciso; saber se os usuários utilizam todos os softwares que estão instalados em seus dispositivos; conhecer o perfil de uso dos usuários, por exemplo, se fazem uso avançado ou apenas consultam trabalhos criados por outras pessoas; conhecer a exposição e assumir riscos financeiros que as auditorias podem mostrar; é ter informações relevantes para tomar decisões sobre continuar no on-premises ou migrar para um SaaS, IaaS, etc.

Uma prática comum no mercado de SAM é a busca por otimizações dos gastos com software, e de forma geral, são adotados critérios para os diversos tipos de ambientes (servidores, desktops, datacenters ou nuvem) que junto com a medição do uso de software (software metering) podem produzir grandes resultados em curto e médio prazo. A maior parte das organizações conseguem gerar economias na casa dos 30% a 40% ao final do primeiro ano de execução de um projeto SAM.

Isso significa 30% a 40% a mais de investimento que a área de TI passa a ter para investir em pessoas, processos e tecnologias, além do controle continuo do uso de software, otimização dos diversos ambientes, redução de desperdícios, redução do TCO (Total Cost of Ownership), controle do inventário de software e hardware, controle de contratos e licenças, maximização do ROI (Return on Investment), redução dos riscos de inconformidades, aumento da produtividade, maior competitividade, menor risco de segurança e maior governança.

No final das contas, tudo se resume a como você enxerga os benefícios de SAM dentro da sua corporação, e mais importante, o quanto você está comprometido com a propriedade intelectual e direitos de uso dos softwares instalados no seu ambiente. SAM é uma disciplina que traz consigo muitas vantagens e nos casos em que se transformam em desvantagens, acredite, estamos falando de limitações decorrentes da imaturidade e não de SAM.

“Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida e a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito é fazer o que acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que faz. ” Steve Jobs

Jadir Breda

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Jadir Breda

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