O que esperar de um software para a área da saúde?

setembro 6, 2019

Inovar é a palavra de ordem no setor da saúde. Não há dúvida que a onda disruptiva atingiu este setor, e veio para ficar trazendo consigo muitas oportunidades, mas também alguns desafios. E para lidar com estes, nada melhor do que contar com a própria tecnologia para gerenciá-los.

Na atualidade contamos com softwares bem estruturados, que cumprem com as legislações vigentes, e garantem a proteção de dados sensíveis.

Outra questão a ser considerada é a interoperabilidade, ou seja, a capacidade de se comunicar de maneira transparente com outros sistemas. Além é claro, de ser capacitivo e ter portabilidade, podendo ser utilizado em qualquer plataforma sem nenhuma restrição.

Proporcionar facilidades além das paredes da unidade de saúde também deve ser outra funcionalidade a ser considerada. Sabemos que todos temos um “tempo curto”, poder resolver sua agenda utilizando um celular é uma ideia que pode ser vista por toda a parte, e por que não trazer isso também para a saúde também? Agendar consultas e/ou retornos, e poder “resolver sua vida” na palma das mãos é sem dúvida algo muito bom!

Uma das maiores dificuldades encontradas, ainda é a questão do registro dos clientes. Hoje temos a difusão de metodologias Lean, que prezam pela utilização somente necessária dos recursos, e o papel é um deles. Isso traz a urgência em digitalizar os dados do prontuário. Tarefa árdua, pois apenas uma parte das unidades, em especial os particulares, tem tido relativo sucesso neste quesito.

Hoje também, devemos prezar pela experiencia do cliente, que aliás, tornou-se não somente um mero coadjuvante nos processos de saúde, mas uma peça fundamental neste. Demandando mais do que apenas o cuidado em si, mas que possa participar ativamente no tratamento, o que podemos denominar “super usuário”, capaz de debater não somente o que será feito, mas também o que como será feito. Este deseja saber os resultados de seus exames diagnósticos, fármacos que podem ser usados em seu tratamento, próteses e/ou órteses que podem ser utilizadas etc.

Nosso super usuário, também desejam que seus acompanhantes saibam o que está acontecendo, como exemplo, não há como simplesmente trancar os acompanhantes em uma sala de espera por 2 ou mais horas durante uma cirurgia. O que nos faz pensar em algo que possa monitorar os passos do paciente dentro de uma unidade hospitalar, desde sua entrada até a alta.

Para aumentar a satisfação e melhorar ainda mais a experiencia do cliente, é fundamental que não falte nada. Todos os insumos e medicamentos devem estar em perfeita ordem, isso traz consigo a responsabilidade de manter todos os estoques muito bem monitorados. O que nos leva a uma gerência da cadeia de suprimentos. Um software que possa trabalhar com ferramentas de apoio a decisões também é fundamental, o que reforça a importância de uma boa interoperabilidade, e ainda ter a possibilidade de acompanhar isso através de relatórios pontuais gerados pelo sistema.

Houve também uma mudança quanto ao conceito de saúde. Não dá mais para continuarmos a enxergá-la como modelo curativo, onde a demanda é por tratar a doença. Precisamos pensar em um modelo preventivo, onde trabalharemos com promoção em saúde. Isso implica em pensar como será o financiamento desde novo sistema. Em outras palavras, receber para que as pessoas não adoeçam, e sim que se mantenham saudáveis. O que é melhor também do ponto de vista do cliente, que ganha em qualidade de vida, quanto a unidade, que se veria menos onerosa, o que poderia impactar em se tornar mais acessível e abrangente.

Os tempos mudaram, mas estar em conexão com a sociedade, assim como com as novidades tecnológicas, pode colocar uma unidade de saúde na vanguarda destes novos tempos.

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Autor

Osmar Araujo Garção

Osmar é contribuidor no Blog da SoftwareONE, trazendo conteúdos sobre Inovação em Saúde. Formado em Gestão em Saúde pela Unifesp – Universidade Federal de São Paulo, tem 14 anos de experiência na área de saúde pública, sendo 4 anos na Secretaria Estadual de Saúde, no Hospital Padre Bento de Guarulhos (2002 a 2003), e no Cratod-Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (2003 a 2006). E 10 anos atuando nos municípios de Ferraz de Vasconcelos (2006 a 2008) e Suzano (2008 a 2016). Atualmente cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Fatec – Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo.

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